A popularidade do Futebol permitiu com que ele se expandisse pelo mundo todo, de modo que, nos dias atuais a FIFA possui mais membros afiliados do que a própria ONU.
Por se tratar de uma paixão nacional, é natural que atinja a todos, inclusive os deficientes visuais que desde cedo foram à procura de um modo que lhes permitissem praticar o esporte de alguma maneira.
O futebol para deficientes visuais levou o nome de “futebol de cinco” por conter cinco jogadores, quatro deles na linha e um no gol.
Os goleiros enxergam parcialmente, e assim, tem a função defender as bolas atacadas contra seu time, e atuam como guia do time, sendo que os outros integrantes não enxergam nada ou quase nada, e, ainda usam uma venda para que não tenha diferenças entre os jogadores. A grande particularidade está na bola ela emite um som para que os jogadores possam percebê-la na quadra. Esse sistema de som é geralmente composto por guizos, que fazem barulho conforme a bola se movimenta, esclarece o arbitro de futebol Cesar Feitosa.Praticado em mais de trinta países o futebol de cinco teve sua estreia nas Paraolimpíadas em dois mil e quatro no qual o Brasil foi campeão. Esse título reafirmou o papel do nosso país como potência também no futebol adaptado.
A Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (CBDV) afirma que uma das maiores dificuldades do esporte está na questão da divulgação, pois entra em evidência nas mídias apenas em grandes campeonatos, como é o caso das Paraolimpíadas.
CBDV by Oficiodanoticia
O futebol de cinco, além de ser um esporte ele incentiva outras habilidades do deficiente visual, como a audição, no qual aguça outros sentidos para superar obstáculos.
O esporte possibilita a inclusão social com inúmeras pessoas, ao difundir a prática esportiva de atletas cegos em diferentes partes do Brasil e viabiliza a inserção destes atletas no calendário internacional, afirma a psicóloga Kelly Almeida.
Alberto Lima, deficiente visual e jogador do futebol de cinco declara que o esporte cresceu condicionado a pouca importância que os institutos especializados destinavam ao esporte. Um dos grandes problemas ainda está nas questões de patrocínios e de viabilidade do esporte fora dos grandes campeonatos.
A CDBV é responsável pela organização e realização dos torneios entre clubes brasileiros. Por ano, disputam-se pelo menos duas competições de caráter oficial: os Campeonatos Regionais e os Brasileiros, da primeira e segunda divisão.






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